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Como avaliar uma proposta de criação de site (e comparar três orçamentos)

19 Set 2026 · 8 min de leitura · Bumavit

Como avaliar uma proposta de criação de site (e comparar três orçamentos)

Você pediu três orçamentos. Voltaram R$ 1.800, R$ 4.500 e R$ 11.000. O projeto é o mesmo. Os três disseram que entendem o que você precisa.

Esse não é um problema de preço. É um problema de comparação.

Quando três propostas descrevem o mesmo serviço com nomes iguais e preços muito diferentes, quase sempre significa que estão descrevendo projetos diferentes. O termo "site profissional" pode caber em qualquer uma delas. O conteúdo real de cada proposta, não.

Este post ensina um método para normalizar as três propostas — reescrevê-las nos mesmos termos — para que a diferença de preço faça sentido. Uma vez que você tiver esse quadro preenchido, a escolha costuma ficar mais clara.

Por que os preços são tão diferentes para o "mesmo" projeto

Quatro razões honestas:

1. O escopo é diferente, mas usa o mesmo nome. "Site completo" em uma proposta pode ser cinco páginas com template e textos por conta sua. Em outra, pode ser dez páginas com design sob medida, copywriting e integração com CRM. Ambas são um "site completo". O que está dentro de cada uma não é.

2. O que está incluso versus o que é cobrado depois. Uma proposta barata pode não incluir hospedagem, não incluir SEO técnico, cobrar por cada rodada de revisão acima de duas, e não cobrir suporte depois do lançamento. Uma proposta mais cara pode incluir tudo isso. O preço que você vê na proposta raramente é o preço total.

3. Quem faz o trabalho. Uma agência estruturada que toca o projeto internamente tem custo diferente de um freelancer que terceiriza o design, ou de uma revendedora de template que entrega um modelo pronto com o logo e as cores trocados. As três podem ser legítimas — mas a entrega e o que acontece depois são muito diferentes.

4. O que acontece depois da entrega. Algumas propostas terminam no lançamento. Outras incluem período de suporte, atualizações de segurança, alterações de conteúdo. A diferença costuma aparecer nos detalhes do contrato, não no título da proposta.

Para entender melhor a diferença entre tipos de fornecedor antes de comparar propostas, este post cobre agência, freelancer e opções de plataforma pronta.

A grade de comparação

Preencha uma coluna para cada proposta que você recebeu. As respostas que faltarem — ou que ninguém soube dar — são tão reveladoras quanto as que você obtiver.

Escopo e entrega

Número de páginas incluídas — e o custo de cada página a mais O que diz a proposta? Se ela diz "até X páginas", pergunte explicitamente quanto custa a página X+1.

Design sob medida ou adaptação de template? Template não é problema — mas o preço e a diferenciação visual são muito diferentes. Se for template, de qual plataforma e o que acontece quando a licença vencer?

Quem escreve os textos? Você, a agência, ou você escreve e eles ajustam? Se você escrever e atrasar, o que acontece com o prazo?

Quem fornece as imagens? Banco de imagens pago pelo fornecedor, banco gratuito, ou fotos suas? Isso aparece no contrato?

Quantas rodadas de revisão estão incluídas? Um número. O que conta como uma rodada. Quanto custa uma extra.

Qual é o prazo — e com quais marcos intermediários? Uma data de entrega sem etapas é a preparação para um atraso em que a culpa vai ser sua.

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Tecnologia e propriedade

Em que o site será construído — e por que essa escolha para o seu caso? A justificativa deve falar do seu negócio, não da preferência do fornecedor. Veja como avaliar essa resposta.

Hospedagem: inclusa? Por quanto tempo? A conta fica em nome de quem? "Hospedagem inclusa" sem prazo significa um ano, geralmente. Depois disso, quanto custa? E a conta é sua ou do fornecedor?

Domínio: registrado em nome de quem? O endereço da sua empresa na internet não deve pertencer a um terceiro. Ponto.

Código: você recebe o código ao final? Se o site roda em plataforma com custo mensal, o que você leva se decidir sair?

SEO técnico: incluso ou "opcional"? SEO técnico básico — títulos próprios, sitemap, dados estruturados — deveria estar em qualquer projeto. Se aparece como add-on, pergunte o que está incluso por padrão.

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Suporte e manutenção

Manutenção: o que cobre, por quanto tempo, a que custo? Separar três itens: hospedagem, atualizações de segurança e alterações de conteúdo. Quantas horas ou alterações por mês estão incluídas, se aplicável.

Suporte após o lançamento: prazo de resposta, canal, janela de atendimento "A qualquer hora pelo WhatsApp" não é uma política de suporte.

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Financeiro

Forma de pagamento e o que cada parcela libera Pagamento total adiantado é sinal de alerta (veja abaixo). Mas também é ruim pagar o saldo final antes de ver o resultado. O que cada parcela deve ter liberado antes de você pagar a próxima?

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Para saber o que o contrato deve cobrir além da proposta, o checklist de contratação de desenvolvimento de site vai ponto a ponto.

As cinco frases que escondem escopo

Estas frases aparecem em quase toda proposta. Cada uma é uma pergunta que ninguém fez.

"Site profissional completo"

Completo em relação a quê? Quantas páginas, qual funcionalidade, quem entrega o que? Uma boa proposta substitui esse adjetivo por uma lista.

"Otimizado para SEO"

O que exatamente foi feito? Configuração de título e descrição em cada página? Sitemap enviado ao Google? Dados estruturados? Schema? Velocidade de carregamento? "Otimizado" sem especificação é um adjetivo de marketing, não uma entrega técnica. Para entender o que o SEO técnico envolve, veja o que o Google mede em performance.

"Até X páginas"

E a página X+1 custa quanto? O projeto quase sempre cresce entre o briefing e o lançamento. Se esse custo não está escrito, ele vai aparecer no meio do projeto.

"Revisões conforme necessidade"

Sem número escrito significa sem limite escrito — que na prática vira limite não escrito. Pergunte: o que conta como uma rodada? Alterar um parágrafo é a mesma rodada que reformular toda a página inicial?

"Hospedagem grátis no primeiro ano"

E a partir do segundo? Quanto custa? Em qual plataforma? A conta fica no nome de quem? Hospedagem incluída por um ano e cobrada a partir do segundo é uma transferência de custo, não um benefício.

O custo total em dois anos, não o preço da proposta

A comparação correta não é entre os três números que você recebeu. É entre o que cada proposta vai custar do dia zero ao dia 730.

A fórmula:

Custo total = proposta + hospedagem × 24 meses + domínio × 2 anos + manutenção mensal × 24 meses + alterações não cobertas (estimativa)

Preencha essa fórmula para cada proposta com os números que você obtiver. A proposta mais barata frequentemente deixa de ser a mais barata quando o período de dois anos é fechado. Isso é um resultado genuíno, não um truque: a diferença existe porque os fornecedores modelaram o custo de formas diferentes.

Quando a proposta mais barata é a certa

A proposta mais barata pode ser a escolha correta em três situações:

Quando o escopo é simples e bem definido — uma landing page com formulário, um site de uma página para um negócio local, um projeto de prazo curto com objetivo único.

Quando o briefing está completo e não vai crescer no meio do projeto.

Quando você tem quem cuide do suporte depois — desenvolvedor interno, parceiro técnico ou alguém de confiança para os ajustes.

Fora dessas situações, o que parece mais barato hoje costuma custar mais caro em seis meses.

Os sinais de que a proposta não deve ser aceita

Independentemente do preço, alguns sinais pedem atenção antes de assinar:

  • Nenhum escopo escrito. "Conversamos e ficou claro" não é escopo.
  • Domínio registrado no nome da agência "para facilitar a gestão".
  • Nenhuma data de entrega. Ou uma data sem etapas intermediárias.
  • Pagamento integral adiantado. Combinação incomum: o risco fica todo do seu lado.
  • Nenhuma menção ao que acontece depois do lançamento. O projeto não termina quando o site entra no ar.

Esses sinais não significam necessariamente má-fé — às vezes é descuido ou processo informal. Mas são os pontos a esclarecer por escrito antes de qualquer assinatura.

O que perguntar de volta

Depois de preencher a grade, você vai ter identificado três ou quatro pontos que cada proposta não deixou claro. Esta é a forma mais direta de obter as respostas:

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"Obrigado pela proposta. Antes de decidir, tenho algumas perguntas sobre o escopo:

1. [Preencha com o primeiro ponto que ficou em aberto — ex.: 'A proposta menciona hospedagem inclusa, mas não especifica o prazo. Quanto tempo está incluso e qual o valor mensal a partir daí?']

2. [Segundo ponto — ex.: 'Qual o custo de uma página adicional acima das cinco incluídas?']

3. [Terceiro ponto — ex.: 'O código do site será entregue a mim ao final do projeto?']

Posso enviar as perguntas para a mesma pessoa que fez a proposta?"

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Uma agência séria responde essas perguntas sem pressão. A forma como responde — e em quanto tempo — já faz parte da avaliação.

Se quiser um ponto de partida antes de entrar nessa negociação, o estimador da Bumavit devolve uma faixa de referência de investimento a partir de três perguntas sobre o seu projeto: monte sua estimativa aqui.

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